Esta não é uma doença moderna, já foi citada por Hipócrates, há 400 anos antes de Cristo
Segundo a psiquiatra associada na Associação Catarinense de Psiquiatria (ACP), Gabriela Bardini, a depressão não é uma doença moderna, e já foi citada por Hipócrates, o pai da medicina, há 400 antes de Cristo.
“Mesmo assim ainda hoje existe muito preconceito em relação às doenças mentais e por isso muitas pessoas deixam de receber diagnóstico e tratamentos adequados”, comenta Gabriela.
A psiquiatria diz ainda que quanto menos estigma em relação às doenças mentais, maior busca ao tratamento, maior apoio familiar e melhor é a recuperação da pessoa. Por isso é muito importante procurar um profissional qualificado na suspeita da doença.
Para a presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Carmita Abdo, os índices de depressão estão cada vez maiores e em poucos anos ela será a maior causa de incapacidade no mundo, atualmente é a segunda causa para incapacitação no trabalho, e só perde para as doenças cardiovasculares.
“Ela tende a se tornar a primeira em pouco tempo. E por isso os psiquiatras têm que cada vez mais se conscientizar da importância do cuidado com a prevenção, não só com o tratamento das doenças mentais”, destaca Carmita.
Carmita comenta ainda sobre a importância de começar alertar a população, combater e na medida do possível estabelecer cuidados preventivos, já que o tratamento é muito oneroso e bastante desgastante para o paciente e para a família.
“Além da depressão, são observados níveis crescentes de pessoas com ansiedade, pânico e fobia, que são quadros de uma mesma família e que se a gente pensar, tem a ver com o estilo de vida e estresse exagerado”, completa a presidente da ABP.
Tipos e sintomas, com informações da Organização Pan-Americana da Saúde
Um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave, a depender da intensidade dos sintomas. Um indivíduo com um episódio depressivo leve terá alguma dificuldade em continuar um trabalho simples e atividades sociais, mas provavelmente sem grande prejuízo no funcionamento global. Durante um episódio depressivo grave, é improvável que a pessoa afetada possa continuar com atividades sociais, de trabalho ou domésticas.
Transtorno depressivo recorrente: esse distúrbio envolve repetidos episódios depressivos. Durante esses episódios, a pessoa experimenta um humor deprimido, perda de interesse e prazer e energia reduzida, levando a uma diminuição das atividades em geral por pelo menos duas semanas. Muitas pessoas com depressão também sofrem com sintomas como ansiedade, distúrbios do sono e de apetite e podem ter sentimentos de culpa ou baixa autoestima, falta de concentração e até mesmo aqueles que são clinicamente inexplicáveis.
Transtorno afetivo bipolar: esse tipo de depressão consiste tipicamente na alternância entre episódios de mania e depressivos, separados por períodos de humor normal. Episódios de mania envolvem humor exaltado ou irritado, excesso de atividades, pressão de fala, autoestima inflada e uma menor necessidade de sono, além da aceleração do pensamento.